escreveu sobre Paradiso

R. Leopoldina, 347

Por razões que não consigo explicar completamente não fui assistir ao Cinema Paradiso, preferindo escutar as narrativas apaixonadas de todos os que o assistiam. Tanpouco iniciei a leitura do Paradiso de José Lezama Lima, adquirido há mais de quatro anos, na minha primeira ida a Havana.
Por estas mesmas não razões passava diariamente na porta do Paradiso, inaugurado a quase dois anos, na Rua Leopoldina 347, Santo Antonio, e não entrava. A minha empregada, que já me interpretou corretamente em outras ocasiões, veria novamente razões psicólogicas para o adiamento da minha ida ao Éden, lugar para onde irei em breve caso não exista o inferno.
Criei coragem e fui lá. Não sei como é o paraíso, mas posso afirmar que deve ter muita semelhança com o frescor do ambiente à sombra das bananeiras, jabuticabeiras e mangueiras no quintal dos fundos deste restaurante. Como não sabia que para ficar no paraíso tinha que fazer reservas pelos telefones 3318-6813 ou 8848-6811, ocupei uma das mesas da varanda antiga casa ao invés de ficar no não menos aconchegante salão principal.
A casa oferece para almoço, durante a semana um buffê a R$23,90 o quilo e nos domingos o serviço é apenas a la carte. Cristina aceitou a sugestão do chef deste lugar de delícias e pediu o atum com crosta de gergelim ao molho Dill com fettuccine Nero e teve mais sorte que eu que pedi o escalope ao pesto.
Podia ter pedido uma cerveja nacional (Bohemia, Serramalte, brahma extra ou Original na faixa de R$5,00) mas estendi as delícias até à belga de trigo Hoegaarden (R$8,50). Isto porque não quis me aventurar na carta de vinhos, o que nos aproximaria mais da gastronomia do local, que pode ser considerada alta.
Não pense que vá ter que vender a alma ao diabo para pagar a conta; a minha não atingiu R$100,00, ou seja, restarurante da clássica categoria bom e barato.Vocês sabem, paraíso não é lugar para correrias, usem o tempo da eternidade para desfrutar este lugar.
Foto opinião do Augusto Rodrigues Borges sobre Paradiso