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Primeira opinião do lugar

Casa especializada em comida italiana localizada no bairro gastronômico de Las Condes, muito procurada e recomendada pelos chilenos.

A cozinha da casa usa de forma ampla a matéria-prima local nos seus pratos, combinando-os com massas frescas ou servindo-os na forma de porções, seja no ótimo buffet de antipastos, seja em porções gratinadas e/ou com molho.

Casa tem 3 salões: (1) interno, mais amplo e barulhento; (2) intermediário, mais aconchegante, com ótima iluminação natural e bom espaço entre as mesas; (3) "terraza" um pouco apertada - embora acredito que comer a poucos passos da avenida Isidora Goyenechea, com grande fluxo de carros passando nos dois lados, não seja uma boa idéia.

O couvert da casa é composto de pão francês e bolacha água e sal (?!?!?!), acompanhados de manteiga (um pouco salgada) e molhos à base de tomates e pimentões (saboroso) e tártato (bem sem graça).

Da carta de vinhos, pedi um Tapacará Gran Reserva Sauvignon Blanc 2011, garrafa de 375ml (CLP 9.950, R$ 40). Grande vinho - frutado, aromático, acidez equilibrada. E caro, assim como toda a carta de vinhos da casa.

Uma ótima pedida é o suco de framboesa (CLP 2.500, R$ 10), bem encorpado e docinho.

O atendimento é instável - rápido quando a casa está vazia, demorado com 4-5 outras mesas para atender. Meu vinho foi deixado na mesa, sem balde de gelo e à própria sorte. Esperei 10 minutos, e nada. Só foi colocado num balde após o meu pedido.

Os chilenos me recomendaram provar a mesa de antipastos (CLP 9.850, R$ 39,40), e não me arrependi. Dividida em 3 partes: frios, pescados e frutos do mar, e pratos quentes, é com certeza a melhor opção disponível no cardápio - os mexilhões são saborosos, o salmão defumado é bem leve, o pãozinho no azeite com vinagrete é ótimo, mas o ator principal é o polvo com lascas de parmesão: consistente e muito bem temperado. Se tivesse um prato principal só com ele, comeria todo dia.

Importante: o preço pago pela mesa de antipastos dá direito a comer à vontade, porém não é permitido repetir. Também existem 3 preços, dependendo do tamanho do prato - pequeno, médio e grande (ideal para dividir). O preço acima é do prato GRANDE, okay?

Do cardápio de massas, provei o "tagliatelle Verde con Camarones y Ostiones" (CLP 10.100, R$ 40,40). O molho é algo de sensacional - sabor marcante dos tomates com bastante manjericão, camarões grande e bem servidos (contei uns 10), e vieiras (só achei 2) de sabor intenso. O problema do prato, que não chega a ser um deslize, é que a massa estava cozida demais, e foi cozida quebrada.

O problema é cultural. Como qualquer brasileiro, estou acostumado a comer massa sempre "al dente", e que em hipótese alguma deve ser quebrada antes do cozimento. O problema é que o gosto dos chilenos é diferente: eles preferem a massa mais cozida e quebrada em pedaços pequenos. Paciência. Se acha que isso possa estragar a refeição, peça outro prato, como a lasanha.

Da lista de risotos, experimentei o "Risoto Scampi" (CLP 10.600; meia-porção: CLP 9.850, respectivamente R$ 42,60 e R$ 39,40), feito com extrato de tomates e camarões. Não vou polemizar sobre o preço da meia-porção, embora cobrar 90% do valor do prato me pareça uma grande sacanagem. O sabor não surpreende - o arroz é servido um pouco além do ponto, o extrato deixa o prato um pouco enjoativo, apesar dos 10 camarões grandes e saborosos servidos na porção inteira (5 na meia). Bem mais ou menos.

Na hora da sobremesa, o garçom circula pelo salão com um carrinho, igualzinho o que encontramos nas churrascarias do Brasil. Após muito escolher, fiquei com a "Tartaleta de Frambueza" (CLP 4.300, R$ 17,20). Além de cara, um lixo - massa com excesso de manteiga, recheio de creme com toda a maizena do mundo e sem gosto, calda doce demais. Acabou com meu estoque de Epocler. Para falar a verdade, as frutas "in natura" na cobertura deram alguma alegria.

Entretanto, uma sobremesa que pode agradar, mesmo sendo cara, é o sorvete de chocolate (CLP 4.300, R$ 17,20). São 2 bolas do autêntico sorvete italiano bem servidas, com sabor marcante e muito refrescantes.

Conclusão: Couvert sem graça, mesa de antipastos sensacional, pratos ruins, sobremesas e serviço instáveis. Para os chilenos, talvez seja o melhor italiano da cidade, mas eu pensaria com cuidado antes em colocá-lo no meu roteiro de viagem, principalmente porque a conta não é das mais baratas.

Vale muito pela mesa de antipastos. E nada mais.

O Viajante Comilão - http://oviajantecomilao.blogspot.com
avaliações recomendadas
Fuimos con un grupo grande por motivo de una cena de negocios, y todos los comensales quedaron muy contentos con los platos. Partimos con antipastos, todos estaban muy buenos, sobretodo los de la mar, luego ordenamos los fetuccini con centolla y el salmón a la plancha, que realmente estaba muy bien preparado. La atención de los mozos fenomenal, muy atentos y cordiales. Definitivamente lo recomiendo. El ambiente durante toda la cena fue muy tranquilo, con buena música de fondo y temperatura muy agradable, considerando que en el exterior habían cerca de 30° .
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Primeira opinião do lugar

Casa especializada em comida italiana localizada no bairro gastronômico de Las Condes, muito procurada e recomendada pelos chilenos.

A cozinha da casa usa de forma ampla a matéria-prima local nos seus pratos, combinando-os com massas frescas ou servindo-os na forma de porções, seja no ótimo buffet de antipastos, seja em porções gratinadas e/ou com molho.

Casa tem 3 salões: (1) interno, mais amplo e barulhento; (2) intermediário, mais aconchegante, com ótima iluminação natural e bom espaço entre as mesas; (3) "terraza" um pouco apertada - embora acredito que comer a poucos passos da avenida Isidora Goyenechea, com grande fluxo de carros passando nos dois lados, não seja uma boa idéia.

O couvert da casa é composto de pão francês e bolacha água e sal (?!?!?!), acompanhados de manteiga (um pouco salgada) e molhos à base de tomates e pimentões (saboroso) e tártato (bem sem graça).

Da carta de vinhos, pedi um Tapacará Gran Reserva Sauvignon Blanc 2011, garrafa de 375ml (CLP 9.950, R$ 40). Grande vinho - frutado, aromático, acidez equilibrada. E caro, assim como toda a carta de vinhos da casa.

Uma ótima pedida é o suco de framboesa (CLP 2.500, R$ 10), bem encorpado e docinho.

O atendimento é instável - rápido quando a casa está vazia, demorado com 4-5 outras mesas para atender. Meu vinho foi deixado na mesa, sem balde de gelo e à própria sorte. Esperei 10 minutos, e nada. Só foi colocado num balde após o meu pedido.

Os chilenos me recomendaram provar a mesa de antipastos (CLP 9.850, R$ 39,40), e não me arrependi. Dividida em 3 partes: frios, pescados e frutos do mar, e pratos quentes, é com certeza a melhor opção disponível no cardápio - os mexilhões são saborosos, o salmão defumado é bem leve, o pãozinho no azeite com vinagrete é ótimo, mas o ator principal é o polvo com lascas de parmesão: consistente e muito bem temperado. Se tivesse um prato principal só com ele, comeria todo dia.

Importante: o preço pago pela mesa de antipastos dá direito a comer à vontade, porém não é permitido repetir. Também existem 3 preços, dependendo do tamanho do prato - pequeno, médio e grande (ideal para dividir). O preço acima é do prato GRANDE, okay?

Do cardápio de massas, provei o "tagliatelle Verde con Camarones y Ostiones" (CLP 10.100, R$ 40,40). O molho é algo de sensacional - sabor marcante dos tomates com bastante manjericão, camarões grande e bem servidos (contei uns 10), e vieiras (só achei 2) de sabor intenso. O problema do prato, que não chega a ser um deslize, é que a massa estava cozida demais, e foi cozida quebrada.

O problema é cultural. Como qualquer brasileiro, estou acostumado a comer massa sempre "al dente", e que em hipótese alguma deve ser quebrada antes do cozimento. O problema é que o gosto dos chilenos é diferente: eles preferem a massa mais cozida e quebrada em pedaços pequenos. Paciência. Se acha que isso possa estragar a refeição, peça outro prato, como a lasanha.

Da lista de risotos, experimentei o "Risoto Scampi" (CLP 10.600; meia-porção: CLP 9.850, respectivamente R$ 42,60 e R$ 39,40), feito com extrato de tomates e camarões. Não vou polemizar sobre o preço da meia-porção, embora cobrar 90% do valor do prato me pareça uma grande sacanagem. O sabor não surpreende - o arroz é servido um pouco além do ponto, o extrato deixa o prato um pouco enjoativo, apesar dos 10 camarões grandes e saborosos servidos na porção inteira (5 na meia). Bem mais ou menos.

Na hora da sobremesa, o garçom circula pelo salão com um carrinho, igualzinho o que encontramos nas churrascarias do Brasil. Após muito escolher, fiquei com a "Tartaleta de Frambueza" (CLP 4.300, R$ 17,20). Além de cara, um lixo - massa com excesso de manteiga, recheio de creme com toda a maizena do mundo e sem gosto, calda doce demais. Acabou com meu estoque de Epocler. Para falar a verdade, as frutas "in natura" na cobertura deram alguma alegria.

Entretanto, uma sobremesa que pode agradar, mesmo sendo cara, é o sorvete de chocolate (CLP 4.300, R$ 17,20). São 2 bolas do autêntico sorvete italiano bem servidas, com sabor marcante e muito refrescantes.

Conclusão: Couvert sem graça, mesa de antipastos sensacional, pratos ruins, sobremesas e serviço instáveis. Para os chilenos, talvez seja o melhor italiano da cidade, mas eu pensaria com cuidado antes em colocá-lo no meu roteiro de viagem, principalmente porque a conta não é das mais baratas.

Vale muito pela mesa de antipastos. E nada mais.

O Viajante Comilão - http://oviajantecomilao.blogspot.com
Foto opinião do Daniel Neves - O Viajante Comilão sobre Le Due Torri
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