Instituto de Matemática e Estatística | IME-USP

nota 4.4 de 5 em 19 opiniões
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Já aviso que isso não será uma opinião, será uma história. Uma história de um garoto, que muito se confunde com a de muitos outros meninos antes dele, e muitos que ainda virão.
Era final de 2005, começo de 2006... entre os milhares de jovens desse país, havia um garoto. Um garoto numa sala de prova, como milhares de outros garotos iguais a esse, em milhares de outros lugares, em um país de mais de 190 milhões de pessoas. Essa prova era tida como difícil... muito difícil. Era, na verdade, como entrar num campo de guerra, onde para cada grupo de 10 pessoas, 6 não iriam atingir seu objetivo (ok, não precisa tirar a calculadora do bolso, fazer pesquisas no google e gráficos no seu excel plus enterprise... sim, eu inventei essa estatística, mas você entende a idéia).
Seja por esforço recompensado, sorte do acaso, poder dos orixás, ou qualquer outra força divina que podemos citar. esse garoto conseguiu passar por essa prova... deixou o campo de batalha como sobrevivente, exterminando os Godzillas da matemática do ensino médio, destruindo os pormenores dos Freddy Kruegers da literatura e física básicas, deixando para trás os restos mortais, digo, mentais.. digo... deixando para trás outros milhares de crianças que não foram capazes de superar o desafio imposto pelo grande obstáculo daquelas 100 + x questões. Seria justo para com aqueles que teriam que esperar mais um ano para talvez ter seu sonho realizado? Esse obstáculo realmente seria capaz de separar os aptos dos não aptos, os merecedores dos incapazes? Essa discussão infelizmente ficará pra outra história.. digo, opinião...
O garoto da nossa história, então, após passar por esse obstáculo, ganhou o direito de frequentar um local... não, uma instituição tida como um dos mais respeitados templos da cultura e do saber... e porquê não da cultura do saber. Para você que gosta de analogias, seria a Hogwarts brasileira: a Universidade de São Paulo e o Instituto de Matemática e Estatística.
E como esse garoto sonhou então... Sonhou com uma vida de saber infinito, sonhou com a convivência com os mais sábios e mais prestativos tutores que se possa imaginar, sonhou com as bibliotecas mais vastas e mais variadas, repletas de livros disponíveis a qualquer momento, sonhou com a convivência com outros que, como ele, também teriam uma vontade de crescer e aprender que transcendem o orgulho e outros sentimentos que levam exatamente na direção oposta.
Porém, como você já deve imaginar, as coisas não seguiram exatamente esse caminho. Nem todos os instrutores eram sábios e prestativos, as bibliotecas não tinham todos os livros, e os que ali tinham nem sempre estavam disponíveis. Nem todas as pessoas tinham as mesmas vontades e pensamentos... E como esse garoto sofreu então.
Sofreu e, ao mesmo tempo buscou outros caminhos, outras alternativas... outras fontes de conhecimento... de contato com o mundo... trabalhou, passeou, festejou, se apaixonou... e os anos passaram... claramente aquele lugar não era o fim de tudo... E em meio a essa jornada, esse garoto foi percebendo algo que nunca tinha notado, com o passar dos anos naquele lugar, algo foi ficando mais claro, como se uma neblina que existia na juventude estivesse passando, clareando a visão que antes era distorcida, como se a serenidade que se colocou no lugar da velocidade da juventude estivesse dando um novo caminho para a compreensão de um aspecto importante que antes teria fugido a mente, e esse é o seguinte: ao entrar naquele instituto e ter suas expectativas frustradas, tendo que lutar para fazer as coisas aconteceram, ir contra suas expectativas e contra preconceitos que antes tinha, esse garoto cresceu, e a cada obstáculo que era imposto e superado, esse garoto crescia ainda mais. O imperfeito nos molda... e ao combater o imperfeito, ao tentar vencer todas as dificuldades que aquele lugar imperfeito colocou para esse garoto, ele cresceu... percebeu que ele também era imperfeito, e que muito teria pra melhorar, mas também que muito já tinha melhorado.
E como esse garoto agradeceu então... agradeceu quando percebeu que saiu daquele lugar maior do que quando entrou, saiu de lá mais do que um garoto... agradeceu quando percebeu que entre as equações diferenciais e as buscas em profundidades em grafos, aquele lugar ensinou valores a garotos como ele, tentando descobrir mais sobre a vida...

Esse lugar não é o fim de tudo... ele é o fim do começo... e que começo.
Obrigado IME.
avaliações recomendadas

Como estou cursando ciência da computação no IME, já estou bem acostumado com o esquema de lá e posso dizer que ele tem vantagens e desvantagens.
Academicamente falando, é um lugar excelente. O que faz um bom curso são os alunos, que no IME estão entre os melhores do país, e isso permite que as matérias sejam bem difíceis e bem puxadas. Além disso, como o IME fica na USP, existe uma cultura acadêmica bem legal que dá acesso a congressos e conferências (tanto no próprio instituto quanto fora do país), incentivos para pesquisas variadas (até financeiros se precisar) e várias visitas das maiores lendas do mercado para palestras.
Em contrapartida, como é uma faculdade pública, a infraestrutura acaba falhando bastante em alguns aspectos. Isso não quer dizer que não existem esforços para melhorar - em apenas 3 anos de curso é possível ver grandes mudanças - mas a diferença deste instituto para algumas faculdades particulares é muito grande. Ainda assim, a diretoria não deixa que isso prejudique o curso: não faltam computadores, a biblioteca é bem legal e sempre silenciosa e existem vários laboratórios para trabalhar ou estudar quando necessário. Ainda assim, no momento, carteiras novas e um ar condicionado em algumas salas ajudariam bastante para tornar a experiência de aula mais confortável ;)
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O IME possui fácil acesso de carro ou transporte público a partir do metrô Butantã.

Atendimento:
A biblioteca do IME é ótima, com títulos que podem te preparar para desde o vestibular ao GRE para Pós-graduação em Universidades americanas.

Eu não estudei aqui, e não pretendo estudar, pois odeio Matemática, haha.
Enfim, mas dei uma passada rápida lá no IME, e o local é bem organizado, mas achei a estrutura do prédio um pouco antiga, mas mesmo assim, tudo bem arrumado.
Sobre o ensino, eu tenho certeza que é um dos melhores de SP, conheço algumas pessoas que estudaram lá, e recomendam.

Antes de virar artista, eu fui aluna do IME. Naquele período, o bloco B costumava ser o prédio no qual acontecia a maioria das aulas, e o bloco A abrigava a biblioteca e as salas dos/as docentes. O bloco C tem uma história mítica, porque suas obras atrasaram bastante. É o caçula. Os departamentos são MAT (matemática, também chamada de "pura" para não confundir), MAP (matemática aplicada), MAE (estatística) e o MAC (computação).

O corpo docente é bastante seguro, chegando à beira do pedantismo, às vezes. A maioria dos/as professores/as, principalmente do MAT e MAP, não costuma fazer frequência, o que eu considero um tremendo avanço. Escola de gente adulta não deve fazer frequência, estudantes devem ter total responsabilidade sobre isso e pronto.

Por outro lado, a cultura de provas é bem forte, o que torna os cursos bastante difíceis. As provas são longas e cansativas, chegando a quatro horas de duração. Não é todo/a docente que pode se gabar por cobrar à altura do que foi exposto. Existe uma crença de que reprovar bastante é "bom", como se ocorresse assim uma "seleção natural" de talentos, o que é um tremendo equívoco. Outra coisa, topei com bastante preconceito de gênero lá, inclusive de professores, por ser um lugar com uma certa predominância masculina.

Mas, de qualquer forma, ainda vejo o IME de forma positiva. Acho que precisa de uma certa modernização de abordagens, mas aprendi bastante lá.
Foto opinião do Patty Kirsche sobre Instituto de Matemática e Estatística | IME-USP

Apesar de não ter feito a graduação, já participei de dois cursos de verão, álgebra linear e desenvolvimento web. Além disso, trabalho com diversas pessoas formada ou ainda cursando no local.

Quanto a qualidade dos cursos oferecidos, só tenho elogios e indico para todos. No caso dos cursos de verão, são bem baratos e sempre oferecidos por professores capacitados e que realmente agregam ao conteúdo.

A estrutura das salas é boa, comportando muito bem o volume de alunos e oferecendo recursos de acordo com a demanda dos professores.

Todos os profissionais formados ou cursando que já tive algum contato, se mostraram bem a frente do mercado e com uma visão muito boa, principalmente na área de TI.
Que lugar maravilhoso...sabe aquele lugar que você se sente absorvido pela atmosfera de todo conhecimento e saber...foi isso que senti...uma sensação única...das mais prazerosas de minha vida.

Pena que a visita foi muito rápida...poderia perder bons dias nesse lugar. Tem um laboratório para a pós onde estava rolando uma resenha sobre algoritmo de Shor, que é um dos princípios modernos para computação quântica... ficamos um bom tempo nessa resenha o que foi fascinante...troca de experiencia espetacular com os mestres da IME..contados adicionados, fui embora como uma criança traquina.

Já aviso que isso não será uma opinião, será uma história. Uma história de um garoto, que muito se confunde com a de muitos outros meninos antes dele, e muitos que ainda virão.
Era final de 2005, começo de 2006... entre os milhares de jovens desse país, havia um garoto. Um garoto numa sala de prova, como milhares de outros garotos iguais a esse, em milhares de outros lugares, em um país de mais de 190 milhões de pessoas. Essa prova era tida como difícil... muito difícil. Era, na verdade, como entrar num campo de guerra, onde para cada grupo de 10 pessoas, 6 não iriam atingir seu objetivo (ok, não precisa tirar a calculadora do bolso, fazer pesquisas no google e gráficos no seu excel plus enterprise... sim, eu inventei essa estatística, mas você entende a idéia).
Seja por esforço recompensado, sorte do acaso, poder dos orixás, ou qualquer outra força divina que podemos citar. esse garoto conseguiu passar por essa prova... deixou o campo de batalha como sobrevivente, exterminando os Godzillas da matemática do ensino médio, destruindo os pormenores dos Freddy Kruegers da literatura e física básicas, deixando para trás os restos mortais, digo, mentais.. digo... deixando para trás outros milhares de crianças que não foram capazes de superar o desafio imposto pelo grande obstáculo daquelas 100 + x questões. Seria justo para com aqueles que teriam que esperar mais um ano para talvez ter seu sonho realizado? Esse obstáculo realmente seria capaz de separar os aptos dos não aptos, os merecedores dos incapazes? Essa discussão infelizmente ficará pra outra história.. digo, opinião...
O garoto da nossa história, então, após passar por esse obstáculo, ganhou o direito de frequentar um local... não, uma instituição tida como um dos mais respeitados templos da cultura e do saber... e porquê não da cultura do saber. Para você que gosta de analogias, seria a Hogwarts brasileira: a Universidade de São Paulo e o Instituto de Matemática e Estatística.
E como esse garoto sonhou então... Sonhou com uma vida de saber infinito, sonhou com a convivência com os mais sábios e mais prestativos tutores que se possa imaginar, sonhou com as bibliotecas mais vastas e mais variadas, repletas de livros disponíveis a qualquer momento, sonhou com a convivência com outros que, como ele, também teriam uma vontade de crescer e aprender que transcendem o orgulho e outros sentimentos que levam exatamente na direção oposta.
Porém, como você já deve imaginar, as coisas não seguiram exatamente esse caminho. Nem todos os instrutores eram sábios e prestativos, as bibliotecas não tinham todos os livros, e os que ali tinham nem sempre estavam disponíveis. Nem todas as pessoas tinham as mesmas vontades e pensamentos... E como esse garoto sofreu então.
Sofreu e, ao mesmo tempo buscou outros caminhos, outras alternativas... outras fontes de conhecimento... de contato com o mundo... trabalhou, passeou, festejou, se apaixonou... e os anos passaram... claramente aquele lugar não era o fim de tudo... E em meio a essa jornada, esse garoto foi percebendo algo que nunca tinha notado, com o passar dos anos naquele lugar, algo foi ficando mais claro, como se uma neblina que existia na juventude estivesse passando, clareando a visão que antes era distorcida, como se a serenidade que se colocou no lugar da velocidade da juventude estivesse dando um novo caminho para a compreensão de um aspecto importante que antes teria fugido a mente, e esse é o seguinte: ao entrar naquele instituto e ter suas expectativas frustradas, tendo que lutar para fazer as coisas aconteceram, ir contra suas expectativas e contra preconceitos que antes tinha, esse garoto cresceu, e a cada obstáculo que era imposto e superado, esse garoto crescia ainda mais. O imperfeito nos molda... e ao combater o imperfeito, ao tentar vencer todas as dificuldades que aquele lugar imperfeito colocou para esse garoto, ele cresceu... percebeu que ele também era imperfeito, e que muito teria pra melhorar, mas também que muito já tinha melhorado.
E como esse garoto agradeceu então... agradeceu quando percebeu que saiu daquele lugar maior do que quando entrou, saiu de lá mais do que um garoto... agradeceu quando percebeu que entre as equações diferenciais e as buscas em profundidades em grafos, aquele lugar ensinou valores a garotos como ele, tentando descobrir mais sobre a vida...

Esse lugar não é o fim de tudo... ele é o fim do começo... e que começo.
Obrigado IME.

via Android

Para mim, o IME é um dos lugares mais diferentes que já conheci. Ele tem pontos fortes e pontos ruins. O mais interessante é que esse balanceamento é o qie torna o IME um lugar único.

Então vamos lá...

=== Pontos bons

1. Os cursos oferecidos do IME são muito bons! Eles tem uma característica fundamentalmente teórica, que prepara os alunos para se darem bem tanto na carreira acadêmica quanto no mercado de trabalho (embora pese um pouco para o lado acadêmico).

2. As pessoas que cursam o IME são sensacionais. Meus melhores amigos eu conheci lá!! Também tem muita gente "anti-social", mas todo mundo é gente boa.

3. Os professores do IME são muito bons e, como cursei computação, gosto muito dos professores desse departamento.

4. O IME tem a famosa Rede Linux, que foi a primeira rede de computadores rodando Linux aberta aos usuários do Brasil!! Além disso, um dos professores do departamento de computação foi o primeiro a instalar Linux no Brasil!!

5. O IME possui um ótimo histórico de empresas que nasceram por ex-alunos. O próprio

=== Pontos fracos

1. Quando eu entrei, a lanchonete era horrível. Ela fechou e já faz três anos que não foi re-aberta.

2. O curso é beeeem puxado, o que dificulta a vida de quem quer fazer estágio ou trabalhar durante a graduação.

3. Internet sem fio é horrível aqui.



Tem muitos outros pontos bons e ruins, mas no fim das contas o que pra mim torna o IME um lugar tão diferente são as pessoas que passaram e ainda passan por lá.

Vou falar um pouco sobre um dos cursos do IME, o Bacharelado em Matemática Aplicada e Computacional BMAC , bueno comparado ao curso de Matemática Pura (com limão ) é um curso mais prático. A empregabilidade (what?!) desse curso é muito alta, principalmente em empresas do setor financeiro (Bancos, Corretoras de valores e Seguradoras), Industria farmacêuticas, entre outras.
Uma peculiaridade do curso e a presença de muita gente fazendo sua segunda graduação, aliás o curso é realizado no período noturno. Como geralmente ocorre na USP, alguns professores são excelentes, camaradas, porém, contudo... todavia, outros... a dica é anote o que for possível em sala de aula e torne-se frequentador da biblioteca, não dependa apenas dos professores.
O Instituto de Matemática e Estatística (IME) oferece os cursos de Matemática (Licenciatura e Bacharelado), Bacharelado em Estatística, Bacharelado em Matemática Aplicada e Bacharelado em Ciência da Computação. E acho que o IME é o menor instituto dentro do campus do Butantã.

Todos os cursos do IME são ótimos e difíceis e os cursos tem um foco para a formação de pesquisadores, portanto, você não encontrará muitos cursos de laboratório.

Quanto ao mercado de trabalho, há bastante oportunidades para os alunos formados e que estão nos últimos anos do curso.

via Android

Tive a oportunidade de realizar um curso de verão no IME no início desse ano, a estrutura não é das mais modernas, mas o que realmente é importante é o conhecimento, o curso também agregou bastante.

Quando menor, na época de colégio, participava de olimpíadas de matemática e computação aqui.
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