Hotel Fasano

nota 3.0 de 5 em 1 opinião
| Rank: 414º de 432 | Restaurantes Italiano

O Grupo Fasano conta com quatro hotéis e dezesseis restaurantes em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Punta del Este.

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Primeira opinião do lugar

O sobrenome Fasano se transformou em sinônimo de luxuosidade na cidade de São Paulo. Desde 1982, o restaurante Fasano povoa a imaginação de qualquer apreciador da boa mesa, um lugar de grandes expectativas, onde se espera encontrar a perfeição. De certo, o restaurateur Rogério Fasano, bisneto de Vitório, que dá nome a rua onde está o extravagante Hotel Fasano, busca e não poupa recursos para atingir esta meta.

O primeiro sinal desta busca já aparece em uma das esquinas da Rua haddock Lobo, no trecho mais elegante do Jardim Paulista, onde surge um território à parte. A Rua Vitório Fasano é um mundo a parte, onde os fios são subterrâneos e as árvores são perfeitamente podadas resultado de um investimento do grupo Fasano, de R$ 600 mil e que rebatizou a antiga Rua Taiarana com o nome do patriarca da família.

Assim, em novembro de 2010, o FoodInn, representado por seu idealizador, adentrou neste mundo à parte para conhecer a experiência proporcionada por um jantar no restaurante mais sofisticado do país. Com o restaurante instalado dentro do hotel, todo o luxo já começa a ser percebido no lobby, passagem obrigatória para chegar ao espaço. Um pequeno corredor, que começa na lateral direita do saguão nos levou ao bar, espaço para a espera dos clientes e onde um pianista toca ao vivo todas as noites. Basta apenas um giro de 180 graus para se espantar com toda a extravagancia do salão principal, com amplo pé direito, claraboia (que ilumina todo o espaço durante o dia), mármore francês negro no piso, placas de imbuia nas paredes, mesas de mogno e poltronas revestidas de couro cru. À mesa, talheres de prata, cardápios de couro e pratos com monogramas dourados.

Era de se esperar pela perfeição em um jantar no Fasano, mas qualquer pequeno deslize poderia alcançar uma dimensão muito maior do que em qualquer outra casa e ainda custar bem mais caro. A primeira impressão, o atendimento, fugiu a regra ao ser formal, mas nada atencioso com os comensais. Na escolha das bebidas, o mâitre, não sabia explicar a combinação de um simples cocktail e teve que buscar informações com o barman. Para a escolha do vinho, o sommelier, ao ser questionado para sugerir algum rótulo para a noite, demonstrou pouco interesse e não fez esforço para obter do cliente o que gostaria de degustar. Seria exigência de mais ou uma noite ruim?

Logo chega o clássico couvert da casa, com pães, grissinis e manteiga, nada mais. Detalhe para o custo (R$ 29 por pessoa) e uma observação. Rogério Fasano defende a simplicidade e o valor cobrado para cobrir os custos das quebras de taças, pratos, talheres e demais itens de serviço da casa. Para complementar a abertura do jantar foi servido um amuse-bouche de legumes (quase que uma rattatuille), mas nada espetacular em sabor.

Contrariando a previsão, passamos direto pelas entradas, incluindo os cogumelos porcini frescos refogados, e fomos aos pratos principais. O risoto de bacalhau de minha esposa parecia impecável à primeira vista, mas deixou a desejar na presença do peixe na receita e no tamanho da porção. Do outro lado, o Stracotto d'agnello, uma paleta de cordeiro em cozimento tão perfeito que dispensava o uso da faca para cortá-la. Suculenta, macia e muito saborosa, recebeu o acompanhamento de massa fregula fresca, que mais lembra um risoto, só que sem cremosidade. Uma bela mostra de busca pela perfeição. Outro prato que degustamos, foi um Pappardelle com Porcini, uma combinação simples, com cogumelos frescos, bem executada e muito saborosa.

Finalizado o jantar optamos por duas sobremesas na tentativa de ir além da experiência visual e degustar a excelência gastronômica da casa, o que só havia sido percebido na carne de cordeiro. A Bignolata limone chegou muito bem apresentada, com pequenas carolinas (bombinhas) recheadas com creme de limão siciliano em uma ”torre” regada com calda de chocolate belga. Recheio suave, massa leve e calda com equilíbrio de doçura. Ok. A seguir, provamos a torta de maça, extremamente fina, com apresentação impecável, mas com sabor tão suave que acabou sobreposto pelo sorvete que a acompanha.

Café, uma variedade de petit-fours para acompanhar e uma conta ao nível de toda a luxuosidade oferecida. Ao menos nesta visita preferimos não opinar se o custo-benefício vale todo o luxo e repercussão, que o Fasano e seu proprietário, promovem. Talvez uma nova visita nos mostre que esta noite de 2010 foi atípica.
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O sobrenome Fasano se transformou em sinônimo de luxuosidade na cidade de São Paulo. Desde 1982, o restaurante Fasano povoa a imaginação de qualquer apreciador da boa mesa, um lugar de grandes expectativas, onde se espera encontrar a perfeição. De certo, o restaurateur Rogério Fasano, bisneto de Vitório, que dá nome a rua onde está o extravagante Hotel Fasano, busca e não poupa recursos para atingir esta meta.

O primeiro sinal desta busca já aparece em uma das esquinas da Rua haddock Lobo, no trecho mais elegante do Jardim Paulista, onde surge um território à parte. A Rua Vitório Fasano é um mundo a parte, onde os fios são subterrâneos e as árvores são perfeitamente podadas resultado de um investimento do grupo Fasano, de R$ 600 mil e que rebatizou a antiga Rua Taiarana com o nome do patriarca da família.

Assim, em novembro de 2010, o FoodInn, representado por seu idealizador, adentrou neste mundo à parte para conhecer a experiência proporcionada por um jantar no restaurante mais sofisticado do país. Com o restaurante instalado dentro do hotel, todo o luxo já começa a ser percebido no lobby, passagem obrigatória para chegar ao espaço. Um pequeno corredor, que começa na lateral direita do saguão nos levou ao bar, espaço para a espera dos clientes e onde um pianista toca ao vivo todas as noites. Basta apenas um giro de 180 graus para se espantar com toda a extravagancia do salão principal, com amplo pé direito, claraboia (que ilumina todo o espaço durante o dia), mármore francês negro no piso, placas de imbuia nas paredes, mesas de mogno e poltronas revestidas de couro cru. À mesa, talheres de prata, cardápios de couro e pratos com monogramas dourados.

Era de se esperar pela perfeição em um jantar no Fasano, mas qualquer pequeno deslize poderia alcançar uma dimensão muito maior do que em qualquer outra casa e ainda custar bem mais caro. A primeira impressão, o atendimento, fugiu a regra ao ser formal, mas nada atencioso com os comensais. Na escolha das bebidas, o mâitre, não sabia explicar a combinação de um simples cocktail e teve que buscar informações com o barman. Para a escolha do vinho, o sommelier, ao ser questionado para sugerir algum rótulo para a noite, demonstrou pouco interesse e não fez esforço para obter do cliente o que gostaria de degustar. Seria exigência de mais ou uma noite ruim?

Logo chega o clássico couvert da casa, com pães, grissinis e manteiga, nada mais. Detalhe para o custo (R$ 29 por pessoa) e uma observação. Rogério Fasano defende a simplicidade e o valor cobrado para cobrir os custos das quebras de taças, pratos, talheres e demais itens de serviço da casa. Para complementar a abertura do jantar foi servido um amuse-bouche de legumes (quase que uma rattatuille), mas nada espetacular em sabor.

Contrariando a previsão, passamos direto pelas entradas, incluindo os cogumelos porcini frescos refogados, e fomos aos pratos principais. O risoto de bacalhau de minha esposa parecia impecável à primeira vista, mas deixou a desejar na presença do peixe na receita e no tamanho da porção. Do outro lado, o Stracotto d'agnello, uma paleta de cordeiro em cozimento tão perfeito que dispensava o uso da faca para cortá-la. Suculenta, macia e muito saborosa, recebeu o acompanhamento de massa fregula fresca, que mais lembra um risoto, só que sem cremosidade. Uma bela mostra de busca pela perfeição. Outro prato que degustamos, foi um Pappardelle com Porcini, uma combinação simples, com cogumelos frescos, bem executada e muito saborosa.

Finalizado o jantar optamos por duas sobremesas na tentativa de ir além da experiência visual e degustar a excelência gastronômica da casa, o que só havia sido percebido na carne de cordeiro. A Bignolata limone chegou muito bem apresentada, com pequenas carolinas (bombinhas) recheadas com creme de limão siciliano em uma ”torre” regada com calda de chocolate belga. Recheio suave, massa leve e calda com equilíbrio de doçura. Ok. A seguir, provamos a torta de maça, extremamente fina, com apresentação impecável, mas com sabor tão suave que acabou sobreposto pelo sorvete que a acompanha.

Café, uma variedade de petit-fours para acompanhar e uma conta ao nível de toda a luxuosidade oferecida. Ao menos nesta visita preferimos não opinar se o custo-benefício vale todo o luxo e repercussão, que o Fasano e seu proprietário, promovem. Talvez uma nova visita nos mostre que esta noite de 2010 foi atípica.
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