Há mais de 40 anos o Mocotó traz clientes do mundo inteiro. O ambiente simples e acolhedor, a boa comida, o excelente custo-benefício e a hospitalidade são a receita para o sucesso do restaurante. O renomado chef Rodrigo Oliveira se inspirou na cozinha nordestina de seu pai e estudou referências em todo o Brasil para criar um menu reconhecido internacionalmente, que também rendeu ao Mocotó o título de Melhor Restaurante Brasileiro pelo Kekanto. Entre os destaques do cardápio estão o Caldo de Mocotó, Costelinha de Porco à Moda do Engenho, tapiocas, Asinha de Pintado e o Pirarucu Assado.

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Eu quero Mocotó…

O Mocotó Restaurante e Cachaçaria, especializado na culinária Nordestina, é um dos patrimônios gastronômicos de São Paulo. Basta observar a multidão que se forma na calçada, em frente à casa da Rua Nossa Senhora do Loreto, na Vila Medeiros, às 12h10 – o bar abre ao meio-dia – para perceber que o negócio é sério.

Já conhecia a fama do local aberto de 1973, e da fila formada por pessoas de todos os cantos da cidade atrás dos quitutes reinventados pelo simpático chef Rodrigo Oliveira. O filho do querido senhor José Oliveira de Almeida, o ‘Seu Zé Almeida’ com quem tive a honra de tomar uma cervejinha antes de ir embora, fez um excelente trabalho.

Cheguei ao Motocó no dia 12 de outubro após uma longa jornada, que começou dois anos antes, com um convite da querida Jô Elias. Conversa vai, correria vem e, finalmente, a Jô puxou o bonde.

A busca pelo santo Mocotó, no entanto, é uma missão para botequeiros de coração puro. Saímos às 11h da Zona Sul, munidos de GPS, e chegamos dez minutos após a abertura do local para garantir uma távola, que só chegou duas horas depois.

A espera faz parte da programação. Aproveite para bebericar deliciosas caipirinhas como as de jabuticaba, frutas vermelhas ou mix de limões, cervejas de garrafa, sucos naturais como o de caju ou abrir o apetite com a carta de cachaças especiais.

Para iniciar os trabalhos, recomendo os deliciosos dadinhos de tapioca com queijo, acompanhados de molho agridoce, torresminhos crocantes e chips de mandioquinha. Peça também a saborosa cumbuquinha carne de panela , acompanhada de pão francês, e o petisco de Torresmo, que derrete na boca.

As porções são ótimas, mas guarde espaço para os pratos principais. Entre as iguarias da casa estão a Carne de sol na chapa com pimenta biquinho, Baião de Dois e Mocofava (favas cozidas no caldo de mocotó). Pratos como o baião e a mocofava têm porções de ‘mini’ a ‘grande’, de acordo com o número de pessoas e o tamanho da fome.

Destaque para a suculenta Costelinha de Porco à moda, servida aos sábados. A costelinha de porco é desossada, recheada com pernil e servida com abacaxi dourado na manteiga, mandioca cozida e molho de mel de engenho. Sensacional.

Dificilmente você vai escapar das sobremesas. Prepare-se para escolher entre a mousse de chocolate com cachaça, o crème brûlée de doce de leite e sementes de umburana (fruta da caatinga) e o famoso pudim de tapioca. A vantagem de ir em uma turma de dez amigos é poder experimentar as três. Que felicidade.

Dizem que o Mocotó já foi mais barato, mas acheo o preço justo. Após três horas petiscando, bebericando e comendo do bom e do melhor, a conta saiu R$ 76 por cabeça.

Seu Zé
Provei os doces meio na pressa pois o “Seu Zé Almeida” me convidou para “tomar uma” na padaria ao lado do Mocotó, que estava mais tranquila. Bebericando uma pequena dose do digestivo Undemberg e fumando seu cigarrinho, Seu Zé me ofereceu uma Original e mostrou o açougue na esquina, quase em frente ao bar, onde tudo começou. “Hoje tenho 54 funcionários. Todos registrados”, frisou.

O proprietário do Mocotó se preocupa com os clientes que desistem de ir ao bar quando se deparam com a fila na calçada e contou que vai abrir o terceiro andar da casa, no terraço, em breve. A fama do Mocotó já lhe rendeu convites para a abertura de filiais na Zona Sul, mas senhor José, que mora há menos de um quarteirão do bar, não arreda o pé da Vila Medeiros. Olhei a fila na porta, às 15h30 da tarde, e disse “Pode ficar tranquilo seu José. As pessoas não arredam o pé do seu bar”.

Prato da Boa Lembrança: No meio do almoço descobri que o Mocotó é um dos 11 restaurantes de São Paulo que integram a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. A notícia é boa, mas já era gula demais pedir o prato para minha coleção. Como dizem os pernambucanos, “Pronto”. Está aí mais uma ótima razão para voltar rapidinho ao Mocotó.
"Trio Mocotó: chips de mandioquinha, torresmo crocante e cerveja na espera"

via Android

O Mocotó é um restaurante sensacional, que oferece pratos deliciosos com preços justíssimos em um ambiente muito legal. Mas chegue cedo (se possível na hora em que abre), a fila de espera pode ser enorme.
Para começar, pedimos os famosos e muito gostosos dadinhos de tapioca (R$19,90, com 12 unidades), o queijo coalho com melado (R$7,50 a unidade), a porção de torresminhos (R$12,90) e a unidade de torresmo (mais carnudinho, por R$ 5,90). Os torresmos são realmente tudo o que falam, nota dez.
Para acompanhar os pratos principais, pedimos um mini Mocofava (caldo de mocotó com favada, por R$12,90) e um mini Sarapatel (também nessa faixa de preço), ambos deliciosos.
As escolhas principais foram uma tapioca de carne seca com requeijão do norte cremoso e crocante de mandioquinha (R$18,90), a parte mais fraca da refeição, pois veio com pouco recheio, o que fez seu preço parecer muito alto, e a porção de carne de sol com mandioca cozida, jurumin, alho assado e pimenta biquinho (R$44,90). A porção estava ótima, o alho faz toda a diferença na carne, que adquiri um sabor único.
Para finalizar, pedimos três ótimas sobremesas: creme brullé de doce de leite e umburana (R$14,90), pudim de tapioca com leite de coco, leite condensado e calda de coco queimado (R$12,90) e o cartola (banana, queijo manteiga e farofa de açúcar e canela, por R$14,90).

Especialista em Restaurantes Brasileiros com 20 opiniões

Fazia muito tempo que eu não sentia uma vontade imensa de sair de um lugar e correr pra frente do computador para escrever a minha experiência. E é exatamente isso que aconteceu comigo no Mocotó Restaurante & Cachaçaria. Detalhe: é a segunda vez que vou lá e mesmo assim tenho ganas de escrever novamente, reafirmando a minha primeira avaliação. Este lugar realmente merece o status de 5 estrelas e ser o mais bem avaliado restaurante de São Paulo (e do Brasil!) no Kekanto, além de estar entre os 12 melhores restaurantes da América Latina.

Como todos sabem, o restaurante não se resume apenas à excelente comida, ao custo-benefício e à hospitalidade. O que faz do Mocotó um fenômeno internacional é a "humildade", uma palavra tão em falta ultimamente... Ao conhecer pessoas como o chef Rodrigo Oliveira e seu pai José - com quem começa esta história - você sente que ganância e ambição por um status social, tão presentes neste meio de fama e gastronomia, não fazem parte desta família. Até porque, como disse o chef Rodrigo "quando você é filho de sertanejo, sempre é lembrado de suas origens".

Apesar de Rodrigo ser paulistano, realmente mostra que é um cara que lembra de onde veio: não só pela paixão à comida nordestina (ou "sertaneja", como ele prefere definir), mas de ter nascido na Vila Medeiros, na Zona Norte de São Paulo, e continuar lá até hoje. Apesar de ser um chef renomado, não se esquece jamais da sua adolescência desde os 13 anos trabalhando no antigo bar Mocotó, da bronca que levou do seu pai ao transformar o lugar em restaurante sem seu consentimento (e aí começa uma história de sucesso), e de suas origens nordestinas ao sempre viajar em busca de novas referências, produtos de qualidade e aprendizado com o povo do Nordeste.

Por isso, eu resumiria o Mocotó nestas palavras: amor, família, humildade, essência. Pois foi sem perder a essência, manter uma equipe extremamente hospitaleira, uma comida excelente, com um custo-benefício ótimo, com a vontade de "ser cada dia melhor", que o Mocotó se tornou o que é hoje - bem longe do "raio gourmetizador" que virou moda em São Paulo.

Acho que por toda esta história, ir até o "escondido" Mocotó vale a pena (e muito!). Agora quero saber: você chegou até aqui na minha opinião? Ou já está no Mocotó? Pois bem, vamos às sugestões que a fome deve estar grande: pra começar, peça os dadinhos de tapioca, os tradicionais da casa! Quer refrescar? Experimente o suco de cajá - raridade em São Paulo!

Como você já percebeu, o Mocotó é conhecido pela fartura, excelente comida e ótimo custo-benefício. Exemplo: se você escolher o tradicional Baião de Dois, com farofa e purê de inhame, no tamanho médio vai gastar R$ 35 - sendo que este tamanho serve 3 pessoas! Sim, TRÊS pessoas famintas! E o sabor é inesquecível!

Mas você não pode sair daqui sem provar as caipirinhas maravilhosas da casa e, principalmente, a caipirinha de tangerina com seriguela - não conhece a fruta? lá eles têm para provar! Uma dica: não deixe de levar um pedacinho do Mocotó à sua casa; compre alguns de seus produtos na adega como o doce de cocada, a pimenta adocicada e a tradicional manteiga de garrafa!

Para eu ter escrito uma opinião tão longa (quase uma crônica) é porque este lugar me inspira demais. Volto, volto, volto mais vezes e sempre com vontade de retornar. Porque toda a experiência ali é única. Inclusive, neste meu segundo contato com a casa, ela estava reformada, não mais com aquela cara "roots" de antigamente, porém igualmente aconchegante e sem perder sua essência.

Em lugares assim você vê e comprova que "Existe Amor em São Paulo"! E muito!

Na moral? Nunca fui numa casa do norte tão boa quanto essa. Vou desde pequena, meu pai me levava lá sempre, pra recordar suas origens hahahahaha e putz, a favada de la! Provem a favada de lá. O ambiente é aconchegante, tudo decoradinho com madeira, artesanato e uma luz amarela que parece que você está numa casa de madeira, esperando sair a comida do forno a lenha. Só nao gostei do sarapatel, mas isso é porque nenhum sarapatel que provei ate hoje era bom, então é coisa do meu paladar mesmo!

O Mocotó vale a viagem, já que moro do outro lado de Sampa e vale a espera por uma mesa, o chef Rodrigo Oliveira é um dos mais estrelados chefs da cidade e o mais legal é que é super simples, conversa com os clientes ajuda até a escolher os pratos e bebidas.
Sabe aquele lugar onde vc se sente em casa? Esse é o lugar e a comida é deliciosa bem brasileira, adoro as saladas e o baião de dois que tem três tamanhos P, M ou G, todos muito bem servidos e claro deliciosos.
Vale a pena pedir também uma porção do petisco do dia que é sempre um bolinho bem diferente e que vc não vai achar em outro lugar.
Os preços também são muito bons.

Tudo ali vale apena experimentar , o lugarzinho que servem coisas gostosas , tudo delicioso , desde os pratos simples aos mais elaborados , recomendo tudo o que tiver carne seca no meio , tem cachacinhas bem agradáveis , um atendimento maravilhoso , ótimo ambiente , preço razoável , ótimo para quem gosta de comida boa , recomendo !

Especialista em Restaurantes Brasileiros com 16 opiniões

Com 233 opiniões aqui no Kekanto e com diversos prêmios recebidos ao longo de seus 40 anos de funcionamento, o 16° melhor restaurante da América Latina é realmente digno de 5 estrelas! ;)

Por muitos anos o Mocotó funcionou como uma Casa do Norte (casa que vende produtos nordestinos) e era conhecido por servir o melhor caldo de mocotó da Zona Norte. Nessa época quem comandava a casa era o "Seu Zé de Almeida". O filho do "Seu Zé", Chef Rodrigo Oliveira, passou a comandar as panelas do Mocotó a partir de 2004. E aí começou a glamourização do Mocotó! :)

Visitei o Mocotó no dia 11 de agosto de 2013, um domingo, aniversário da minha mãe. Foi uma ótima oportunidade para conhecer a casa! :) Chegamos cedo, 11h20, assim evitamos a tão indesejada fila de espera que pode durar mais de 2 horas aos domingos! Odeio esperar, então prefiro chegar bem cedo ou bem tarde, num horário entre almoço e janta. Fomos encaminhados diretamente para uma das mesas do salão e daí começou o meu dia! rs :) O atendimento feito pelos garçons foi bem atencioso, sempre sorridentes e prestativos.

Para iniciar a refeição pedimos uma porção de dadinhos de tapioca com geléia de pimenta, uma porção de torresminho crocante, uma porção de um torresmo um pouco maior e mais mole (indicação do garçom) e uma porção de chips de mandioca. Todos os petiscos chegaram rapidamente e estavam muito gostosos! O torresmo maior era bem gorduroso, não comemos tudo, não pediria numa próxima visita. Os homens da mesa ganharam 2 cachacinhas bem porretas porque era dia dos pais :D, mesmo os dois sendo apenas pais de gatos e cachorros! hehe
Estávamos em 5 pessoas e pedimos 2 pratos principais para dividir: baião de dois tamanho médio e carne de sol assada (Carne de sol preparada artesanalmente e servida com manteiga de garrafa, alho assado, pimenta biquinho e chips de mandioca). Além dos itens mencionados, serviram farofa e purê de mandioquinha. Tudo estava muito gostoso! O baião de dois é bem saboroso! :) Os dois pratos serviram bem as 5 pessoas e não sobrou nada! rs

Para a sobremesa pedimos 2 pratos também para dividir: pudim de tapioca e gelado de cupuaçu. O pudim de tapioca ganhou o meu paladar :) Mas o gelado também era bom, deixei para o final para tirar a doçura do pudim.

Tivemos uma refeição muito agradável e em dado momento o Chef Rodrigo e seu pai passaram por nossa mesa e conversaram um pouquinho com a gente! Muito simpáticos! :)

Depois do cafézinho pedimos a conta e tivemos uma grata surpresa com o valor: R$ 200,00 já com o serviço. Valor justo por uma comida bem feita, outros restaurantes deveriam seguir o exemplo do Mocotó! ;)
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Total de opiniões: 487
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